Cientista brasileira ganha destaque no Fantástico com tecnologia que identifica câncer em segundos

Reportagem do quadro “Mulheres Fantásticas” mostra como a MasSpec Pen permite identificar células cancerígenas em até 10 segundos durante cirurgias

 

A inovação brasileira voltou aos holofotes neste domingo (29) com a exibição de mais um episódio do quadro “Mulheres Fantásticas”, do Fantástico. A reportagem apresentou o trabalho da química Lívia Eberlin, responsável pelo desenvolvimento da MasSpec Pen, dispositivo capaz de identificar tecidos cancerígenos em cerca de 10 segundos durante cirurgias.

A "caneta" surge como alternativa a métodos tradicionais ainda utilizados em centros cirúrgicos. Atualmente, durante o procedimento, o cirurgião retira uma amostra do tumor e a encaminha para análise — um processo que pode ser demorado e sujeito a falhas. A proposta da pesquisadora é oferecer uma resposta imediata, ainda durante a operação.

“Eu fiquei bem chocada com a realização de que os métodos que estavam sendo utilizados eram dezenas de anos antigos, e são demorados, têm erros associados à análise”, afirmou Lívia ao Fantástico.

Desse modo, a MasSpec Pen funciona como um equipamento de análise molecular. Durante a cirurgia, o médico encosta a ponta do dispositivo no tecido, liberando uma gota d’água que extrai moléculas da região. Esse material é analisado em tempo real, com auxílio de inteligência artificial, que indica se o tecido é saudável ou canceroso.


Foto: Reprodução/TV Globo


“A gente usa algoritmos que analisam essa informação molecular e dão uma resposta imediata se o tecido é câncer ou normal, com base nesse perfil”, explicou a cientista.

Agora, o próximo passo é expandir o uso da tecnologia para outros países. O dispositivo já foi utilizado em mais de 400 cirurgias, envolvendo diferentes tipos de câncer, como mama, pulmão, cérebro, ovário e pâncreas, principalmente nos Estados Unidos.

No Brasil, a tecnologia ainda está em fase de testes. O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, é uma das instituições que utilizam a caneta em cirurgias oncológicas. “É um avanço importante na forma como planejamos essas cirurgias complexas. A caneta pode ser útil também após a quimioterapia, ajudando a diferenciar células cancerosas de cicatrizes do tratamento”, declarou o cirurgião oncológico Anil Sood.

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