O quarto e último dos quatro adultos acusados de estuprar coletivamente uma adolescente de 17 anos se apresentou à 12ª DP na tarde desta quarta-feira (4). Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, chegou à delegacia acompanhado de seu advogado após dias sendo considerado foragido pela Justiça.
Com sua apresentação, todos os maiores de idade acusados diretamente pelo crime estão sob custódia do sistema prisional. Eles aguardam a audiência de custódia e o desenrolar do processo judicial no Presídio José Frederico Marques, em Benfica.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que o grupo era composto por cinco pessoas. Além do adolescente de 17 anos, que responde por ato infracional análogo ao crime de estupro na Vara da Infância e da Juventude, os quatro adultos que estão em prisão preventiva são:
- Vitor Hugo Oliveira Simonin (18 anos): último a se entregar.
- Mattheus Verissimo Zoel Martins (19 anos): apresentou-se na última terça-feira (3).
- João Gabriel Xavier Bertho (19 anos): também se rendeu na terça-feira (3).
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18 anos): detido anteriormente no curso das diligências.
Todos os adultos foram indiciados pelos crimes de estupro coletivo e cárcere privado. A tese da delegacia é de que o cárcere foi um elemento central para garantir a execução do crime, impedindo que a vítima deixasse o imóvel contra sua vontade.
Entenda o caso
O crime foi denunciado no último sábado (28/02), após a adolescente relatar à polícia ter sido vítima de abuso sexual em um apartamento de luxo em Copacabana. De acordo com o inquérito, a jovem foi convidada pelo adolescente, seu ex-namorado, para ir ao apartamento de um amigo dele na noite do dia 31 de janeiro.
No elevador, o rapaz avisou que os amigos estariam no local e sugeriu que fizessem "algo diferente", o que a vítima recusou. Ao chegar ao apartamento, a jovem foi direcionada para o quarto. Enquanto mantinha relação sexual com o ex-companheiro, os demais rapazes apareceram no cômodo.
De acordo com a vítima, após insistência do menor de idade, ela permitiu que os outros quatro rapazes ficassem no quarto, desde que não a tocassem. Porém, segundo o depoimento, os rapazes se despiram e começaram a beijá-la e a tocá-la, sendo ela forçada a praticar sexo oral e sofrendo penetração de todos eles. A vítima afirmou que sofreu agressões, como tapas, socos e um chute na região do abdômen, ao tentar sair do quarto.
As câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, logo depois, a entrada da vítima com o adolescente. As imagens também mostram o momento em que a jovem deixa o imóvel. De acordo com o relatório policial, após acompanhá-la até a saída do prédio, o adolescente retornou ao apartamento e fez gestos interpretados pelos investigadores como de "comemoração".
O que diz o laudo?
O laudo do exame de corpo de delito confirmou a materialidade da violência física e sexual. Segundo a perícia, foram identificados infiltrados hemorrágicos, escoriações na região genital e presença de sangue no canal vaginal. O documento detalha ainda manchas nas regiões dorsal e glútea, indicativas de agressão. Amostras biológicas foram coletadas para exames de DNA e confrontação genética.
